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terça-feira, 27 de setembro de 2011

A web paralela - Facebook

Conforme usamos sua busca e muitos serviços, o Google acompanha nossos passos pela web e transforma nossos padrões de comportamento em propaganda. O Facebook criou um sistema que tem o potencial de replicar o poder do Google e ir além. Porque, lá dentro, ele não sabe apenas parte do que fazemos online. Sabe tudo.

Quando usamos porque é útil e lúdico, damos algo em troca: nossas identidades. Elas viram dinheiro fácil, seja para um, seja para o outro.

Parte extraída de O Globo, 26/9/2011; título original “A web paralela do Facebook”. link para o artigo completo

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Sentado na mesma posição por várias horas...

A família de um programador de computadores começou, no último sábado (30), a promover uma campanha para aumentar a consciência sobre os riscos de saúde de se jogar games on-line. O filho do casal morreu depois de uma longa sessão em seu Xbox.

Uma autópsia revelou que Chris Staniforth, 20, morreu por causa de uma embolia pulmonar, que pode ocorrer se alguém senta na mesma posição por várias horas.

Alguns casos graves de trombose podem afetar passageiros de longos voos, mas especialistas em medicina têm medo de que os mais jovens, que gastam várias horas em seus consoles, possam também correr risco.

O professor Brian Colvin, especialista em condições relacionadas ao sanguem disse que não é "saudável" para os jovens passar longos períodos em frente aos seus consoles.

David Staniforth lançou uma campanha para alertar outros pais sobre os perigos. "Os videogames são divertidos e, uma vez que você começou a jogar, é difícil parar", disse. "Crianças em todo o país estão jogando por longos períodos, e elas não percebem que isso pode matá-las", completou, em entrevista o "The Sun".

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Internet vicia tanto quanto cigarro e bebida, aponta estudo.


Largar a internet é tão difícil quanto parar de fumar ou de beber. É o resultado de um estudo que ouviu internautas no Reino Unido. Nada menos do que 53% das pessoas ficam “tristes” quando estão longe da rede. Um dos entrevistados chegou a dizer que seria como  “ter minha mão cortada fora”. Outro descreveu como “meu maior pesadelo”.


O instituto Intersperience entrevistou mil pessoas entre 18 e 65 anos. Dentre eles, 40% se sentem solitários quando não podem acessar o e-mail ou enviar uma mensagem de texto. Só 23% das pessoas disseram que ficar desconectado seria positivo e se sentiriam mais “livres”.


Via IDG Now

terça-feira, 19 de julho de 2011

Diagnóstico para a dependência da Internet

Critérios diagnósticos propostos por Young* para a dependência da Internet (cinco ou mais dos seguintes):
  1. Preocupação excessiva com a internet
  2. Necessidade de aumentar o tempo conectado (on-line) para ter a mesma satisfação
  3. Exibir esforços repetidos para diminuir o tempo de uso da internet
  4. Presença de irritabilidade e/ou depressão
  5. Quando o uso da internet é restringido, apresenta labilidade emocional (internet como forma de regulação emocional)
  6. Permanecer mais conectado (on-line) do que o programado
  7. Trabalho e relações sociais em risco pelo uso excessivo
  8. Mentir aos outros a respeito da quantidade de horas on-line

* Young KS. Internet addiction: the emergence of a new clinical disorder. Cyberpsychol Behav. 1998;1(3):237-44.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Você é um dependente tecnológico? Faça o teste

A maioria de nós já sabe que existem pessoas que são dependentes da internet, assim como tem gente que é dependente do álcool ou das drogas. Parece brincadeira, mas não é. Isso é tão sério que existem grupos de apoio aos dependentes. Um desses grupos tem como missão "Oferecer atendimento à população, orientação e pesquisa de novas terapêuticas que tratem de pacientes que desenvolveram alguma forma de dependência tecnológica e que esteja criando prejuízo na vida funcional e cotidiana do individuo". 

No site deles você pode fazer o teste e verificar se já é um dependente ou não: http://www.dependenciadeinternet.com.br/

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Desconectar: um verbo a ser conjugado

Quando falo da campanha 'desconecte' para algumas pessoas, elas logo se manifestam contra, argumentando que nos dias atuais precisamos estar sempre conectados. Contudo a ideia desta campanha não é abolir a internet das nossas vidas, nem deixar de participar de redes sociais. O conceito é fazer e participar de tudo isso, mas não só disso.

Minha preocupação é porque tenho visto que a necessidade de estar conectado tem se tornado maior que a necessidade de passar um tempo com os amigos. Por exemplo, você já deve ter visto uma cena mais ou menos assim: um grupo de amigos está em uma mesa tomando um lanche e conversando. Aí alguém tira uma foto e resolve postar no face dali mesmo, logo a foto começa a receber comentários e todos ficam ao redor do celular e o facebook passa a ser o assunto principal.

Outro exemplo: você faz uma viagem e fica tão preocupado em tirar fotos para postar nas redes sociais que acaba se esquecendo de curtir aquele momento da viagem ali mesmo.

Sou totalmente a favor do uso da tecnologia, do uso dos smartphones, ou seja, do uso da internet, porém meu grito é para que ela não nos domine e que nossa autonomia continue, permitindo-nos dormir, acordar e tomar o café-da-manhã e somente, depois, checar os e-mails.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Reflexões para uma liderança sustentável

Há uma matéria do Dr. David Rock publicado na Harvard Business On line, muito interessante. O Dr. David defende uma idéia que chamou de 

"The healthy mind platter"  uma espécie de estilo de vida que venha a favorecer uma "boa nutrição" da mente assim como tentamos fazer com o corpo ingerindo bons alimentos. A teoria defende que é importante que no decorrer da nossa semana exerçamos um pouco de cada uma destas atividades a fim de termos um bom equilíbrio mental.

As sete atividades mentais essenciais são:

Focus Time. Quando focamos nas tarefas num caminho orientado aos objetivos. Desenvolvemos novas conexões cerebrais.

Play Time. Quando nos permitimos sermos espontâneos e criativos, podendo experimentar novas coisas. Desenvolvemos novas conexões no cérebro.

Connecting Time. Quando nos conectamos com outras pessoas (não virtualmente), ativamos ricamente circuitos cerebrais ligados à sociabilidade.

Physical Time. Quando movimentamos nossos corpos, aerobicamente se possível, fortalecemos o cérebro em múltiplas formas.

Time In. Quando silenciosamente refletimos sobre nós mesmos, focamos em nossas sensações, imagens, sentimentos e pensamentos, ficamos mais autoconscientes. 

Down Time. Quando não focamos em nenhuma tarefa e deixamos nossa mente simplesmente relaxar damos espaço para recarregar as energias do cérebro. Descansar é importante.

Sleep Time. Quando dormimos bem damos ao cérebro o descanso que precisa para consolidar informações aprendidas e se recuperar das experiências do dia.

Nesta perspectiva, para que facilitemos a saúde mental não devemos permanecer por muito tempo em uma só dessas atividades, assim como não ingerimos o mesmo alimento todas as refeições. Dr. David acrescenta que precisamos dar oportunidades para que nossa mente se desenvolva de diferentes formas.

Se você é um líder, é muito importante atentar para a saúde da mente também. Tem estado por muito tempo só trabalhando em planilhas? Computador? Quando foi que saiu com a família com o celular desligado? Verdade, eu sei que é difícil. Sabemos que o trabalho é muito importante, mas na hora do aperto, quem vai estar do seu lado é a sua família e não a sua empresa. Vale a pena investir na familia.

Vale a pena investir em boas leituras, em descansar, em sair com amigos e em simplesmente não fazer nada. 

FONTE: www.letrasonora.com.br

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The Healthy Mind Platter foi criado de forma colaborativa por Dr. David Rock, diretor executivo do NeuroLeadership Institute e Dr. Daniel Siegel, diretor executivo do Mindsight Institutee professor da UCLA School of Medicine. 

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Navegar é preciso. Viver não é preciso.

A primeira vez que ouvi essa frase foi em uma aula de história, quando a professora nos ensinava os acontecimentos dos anos dos grandes descobrimentos. De lá para cá, já ouvi várias definições e explicações sobre esta frase, mas, atualmente, para mim, a frase tomou outro sentido, talvez jamais imaginado por seu autor.

Nesses tempos de conexões ilimitadas, a palavra navegar nos remete à teia, permitindo-nos ler: "navegar (na internet) é preciso. Viver (na vida real) não é preciso".

Acredito não existir termo mais apropriado, pois se antes a navegação era para descobrir novos lugares, na internet, também o é. A grande vantagem atual é, que antes somente os mais experientes e graduados poderiam conduzir seus navios, mas hoje qualquer um consegue desbravar esses mares. Jovens, adultos, adolescentes, idosos e até crianças se aventuram internet a fora.

Alguns descobrem águas profundas e perigosas, se aventuram pelo cabo das tormentas e passeiam por terras além do tratado de tordesilhas.

Outros frequentam terras permitidas, lugares tropicais, abençoados por Deus e bonitos por natureza, mas mesmo nestes lugares pode-se encontrar gente que possui segundas intenções, gente fake, gente que prefere cuidar das crianças, gente que nunca navegou por tranquilas águas do oceano cibernético.

Nos tempos de Colombo, um pai não colocaria o leme de um navio nas mãos de uma criança, porém, hoje, os pais colocam o navio inteiro no quarto da criança e exclamam: "vá, filho, navegue, o mais longe que você puder. Desbrave esses mares!". Se, no passado, o navio poderia vir a naufragar, em nossos dias, quem naufraga é a própria criança.

Fica o alerta: navegar é preciso, mas sei que viver também é preciso. Há tempo para todas as coisas, inclusive para navegar. Por isso, separe na agenda um período do dia e escreva: DESCONECTE!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Internet: plural x singular?

Não há como negar: a internet faz parte do nosso dia-a-dia. 

Você que está lendo este texto pode constatar isso mais facilmente, pois ele foi escrito para ser veiculado somente no ambiente virtual. Afirmações como ‘a internet mudou a nossa vida’ ou ‘não consigo mais imaginar um mundo sem internet’ são comuns e, provavelmente, você já ouviu algo parecido ou, até mesmo, já disse. 

Fim das fronteiras geográficas. Fim das diferenças sociais. Fim da censura. Parece-nos que a internet pôs fim a várias coisas negativas e concebeu um novo mundo. Um mundo sem fronteiras, sem limites, um mundo onde eu posso participar da criação. É incrível como as pessoas, quando colocam um site na internet e/ou criam ou perfil no Orkut e/ou um avatar no Second Life e/ou abrem uma conta no Twitter se sentem mais realizadas e mais felizes que quando plantam uma árvore no mundo real. É uma espécie de poder criador que nos é oferecido através da web. 

Neste outro mundo, o virtual, posso viver anonimamente; posso conhecer pessoas de outras tribos; posso experimentar coisas novas sem me contaminar; posso superar meus próprios limites. 

Há um preço para tudo isso? (Além da mensalidade de meu provedor?)

Tenho constatado que, apesar do mundo virtual ser tão vasto e numeroso, algumas pessoas tem se sentido sozinhas. Sozinhas? Sim. Sabe aquele sentimento que bate quando você desliga o computador às três horas da madrugada e vai para a cama sozinho? Ou então, aquele sentimento de quando você se levanta da cadeira da lan-house, depois de conversar com inúmeras pessoas, e não conhece ninguém a sua volta. Ou ainda, aquele sentimento de quando você encontra suas vizinhas na rua e elas dizem apenas ‘oi’, isso depois de vocês trocarem vários scraps no Orkut do tipo ‘está sumido heim?!’ ou então ‘sou sua vizinha, estou te adicionando, vamos ser amigos’. 

O que está acontecendo com as pessoas? Onde chegaremos? O homem é um ser social. ‘Ninguém é uma ilha’, já dizia o filósofo John Donne. 

Não sou contra a internet, pelo contrário, sou assíduo usuário, porém insisto em divulgar que devemos, também, investir em relacionamentos reais e em construções na vida diária. 

Plante uma árvore. Vá à praia. Converse, ao vivo, com seus amigos. Desfrute de ambientes de interação, de troca de olhares. Aperte as mãos, abrace, beije. Viva!

Viver o presente, olhando para o futuro e respeitando o passado. A internet só existe por causa do ser-humano e não o contrário. Lembre-se disso.

Seja feliz!!!